A origem da confusão remonta a um comentário publicado na rede social Facebook, que fazia referência a uma postagem relacionada à agenda de Flávio, que irá realizar uma motociata na cidade no dia 17 de agosto. Na mensagem, o autor, cuja identidade foi rapidamente apurada, fez uma declaração preocupante: “dessa vez deixa cmg (comigo)”, acompanhada de emojis de faca, o que gerou alarmes nas autoridades.
A ameaça foi detectada pela Sala de Situação de Inteligência da Polícia Legislativa na quinta-feira, dia 13, que monitora potenciais riscos a parlamentares. Após receber informações da Meta, empresa responsável pelo Facebook, os investigadores conseguiram identificar o homem, que reside a aproximadamente 400 metros do local da motociata programada. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, e Flávio Bolsonaro formalizou uma representação criminal devido à ameaça recebida.
Em resposta à situação, a Justiça autorizou uma busca e apreensão na residência do suspeito e determinou a quebra do sigilo telemático dele. Além disso, o homem está proibido de se aproximar ou entrar em contato com o senador, mesmo que virtualmente, restringindo ainda o acesso a áreas onde Flávio Bolsonaro tenha compromissos públicos.
Esse episódio se reveste de um simbolismo ainda maior, visto que Juiz de Fora é um local marcante na história da família Bolsonaro. Foi ali, em setembro de 2018, que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um atentado durante um ato de campanha, o que aumenta a gravidade de qualquer ato de violência ou ameaça contra seus filhos. Com a campanha se aproximando, a segurança e a vigilância sobre os candidatos ganham uma nova urgência.
