Monkey Lança Solução Inovadora para Duplicata Escritural e Destaca Desafios da Adequação no Setor Financeiro Brasileiro.

No início de maio, a Monkey, uma fintech com uma década de experiência no mercado financeiro, apresentou sua solução inovadora para a duplicata escritural durante um evento no Auditório da B3. Com a regulamentação desse título de crédito digital em vigor desde 2018 pelo Banco Central do Brasil, a adequação ao novo modelo tem se mostrado um desafio significativo para muitas empresas. Apesar da obrigatoriedade se iniciar em julho de 2027 para grandes corporações, a realidade aponta que poucas organizações estão ativamente em busca de se ajustar a essa nova realidade.

Roberta Ferraz, sócia e diretora de Novos Negócios da Monkey, enfatizou a vantagem competitiva que a empresa possui. Com um grande número de usuários que utilizam a plataforma diariamente, a fintech já se posiciona à frente na facilitação das duplicatas escriturais no Brasil. A Monkey movimentou mais de R$ 200 bilhões e desenvolveu sua solução com um foco amplo, capaz de atender desde grandes empresas até pequenas e médias, alinhando-se ao cronograma estabelecido pelo Banco Central.

A duplicata escritural, embora regulamentada, não é uma tarefa simples de implementar. Muitas empresas ainda não definiram um responsável para essa adequação, o que torna a situação mais complicada. Além disso, os desafios operacionais que as empresas enfrentam são variados, começando pela necessária integração com sistemas já existentes, como SAP e TOTVS, que demandam adaptações complexas. A gestão do aceite da duplicata é outro ponto crítico, já que a falta de manifestação do sacado dentro do prazo estipulado resulta em aceitação tácita do título, algo que pode criar incertezas para empresas com processos internos lentos.

A Monkey se destaca como uma solução para simplificar todo esse processo, atuando como uma camada de orquestração entre os sistemas das empresas e as registradoras, garantindo uma automação nos processos e um painel unificado para monitoramento. O objetivo é reduzir a complexidade técnica e operacional da duplicata escritural, permitindo que as companhias se integrem facilmente a esse ecossistema.

Além disso, a urgência para essa adequação é reforçada por marcos importantes que antecedem a obrigatoriedade formal. As cadeias produtivas estão impelindo fornecedores a se adaptar, e o prazo de integração de projetos com ERPs pode ser longo. Para aqueles que já utilizam a antecipação de recebíveis, a falta de adequação representa um grande risco, uma vez que os recebíveis não poderão ser negociados sem a devida escrituração.

Dentro do grande panorama do mercado, onde a duplicata escritural movimenta cerca de R$ 10 trilhões, a digitalização traz novas oportunidades de crédito, potencializando o volume atualmente convertido em financiamento. Em síntese, a Monkey oferece uma ferramenta essencial para que as empresas não apenas cumpram a regulamentação, mas também prosperem em um ambiente financeiro em transformação.

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