O julgamento de Monique, que ocorreu ao longo de dez dias, resultou em uma desclassificação do homicídio doloso para culposo, decisão que foi crucial para a concessão do perdão judicial. Embora Monique tenha sido condenada, sua pena foi extinta. A juíza reconheceu que, ao longo dos últimos cinco anos, a acusada já enfrentou consequências significativas, tanto pessoais quanto sociais, o que justificaria a suspensão de uma nova punição. Este aspecto da decisão gerou forte discordância por parte de Leniel Borel, pai de Henry, que expressou sua indignação em vídeo, questionando a ênfase dada ao sofrimento de Monique em detrimento da memória do filho.
Ademais, a polêmica se intensificou após o reconhecimento da juíza de que um dos quesitos apresentados aos jurados foi elaborado de forma inadequada. Isso levou a uma nova deliberação, na qual os jurados decidiram que a omissão por parte de Monique foi culposa, o que culminou na desclassificação do crime. A situação continua a evoluir, com o Ministério Público do Rio de Janeiro anunciando a intenção de recorrer da sentença.
Nesse panorama, é evidente que o caso ainda não chegou ao fim. A possibilidade de um novo julgamento está em aberto, caso os desembargadores identifiquem irregularidades que possam ter comprometido o andamento do processo. Enquanto isso, a condenação do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, permanece, e sua defesa também busca redução da pena de 43 anos e nove meses pela morte de Henry, um trágico evento que continua a ressoar no debate público sobre responsabilidade legal e justiça.





