A rotina na prisão se mantém padrão, com horários fixos para acordar e as refeições. Os presos devem estar acordados entre 7h e 7h30, seguindo-se a distribuição das refeições em horários que podem variar significativamente. Por exemplo, o café da manhã é servido por volta das 8h30, enquanto o almoço ocorre entre 12h e 15h, e o jantar normalmente é oferecido às 18h. Monique, que não está em regime de prisão especial, embora esteja em uma cela isolada, recebe a mesma alimentação dos outros detentos, como frango, legumes e arroz, e costuma guardar parte de sua refeição para consumir em momentos mais tarde.
A entrega de Monique na penitenciária foi realizada sob cuidadoso planejamento por sua defesa e a polícia, após a decisão do STF, que ocorreu em meio a preocupações sobre a coação de possíveis testemunhas. O caso, que já gerou grande repercussão na mídia e na sociedade, envolve também o ex-padrasto de Henry, Jairo Souza Santos Júnior, acusado de homicídio qualificado, tortura e coação.
A defesa de Monique, liderada pelo advogado Hugo Morais, tem se manifestado sobre a expectativa de justiça no caso, defendendo a inocência de sua cliente e ressaltando as injustiças que ela teria sofrido com a perda do filho. Ele argumenta que a comunidade não percebe a dor de Monique, atribuída ao que ele define como uma dinâmica de machismo estrutural.
A próxima etapa do processo está marcada para 25 de maio, quando será realizado o julgamento de Monique. A reavaliação de sua prisão preventiva é vista como um crucial passo para proteger a integridade do processo judicial e assegurar a veracidade das informações que serão apresentadas ao tribunal. O pai de Henry, Leniel Borel, expressou sua satisfação com a decisão do STF, enfatizando a importância de salvaguardar a justiça e proteger as testemunhas, reiterando sua determinação em lutar pela memória do filho e por uma resposta contundente do Estado diante do crime.







