Conforme informações do delegado Alexandre Netto, da 39ª DP, Monique se apresentou na delegacia acompanhada por seus advogados, que trouxeram consigo duas bolsas transparentes repletas de pertences pessoais da professora. Durante sua permanência na unidade, Monique decidiu não se manifestar sobre as acusações que pesam sobre ela, que envolvem o homicídio brutal de seu filho, Henry Borel, em 2021.
“Assim que tomou conhecimento da decisão do STF, ela entrou em contato com seus advogados para organizar sua apresentação. Recebemos a notificação sobre o restabelecimento da prisão e aí iniciamos os procedimentos para cumprir a medida judicial”, explicou o delegado Netto. Segundo ele, o fato de Monique estar registrada em um endereço na região de Bangu foi crucial para sua apresentação na delegacia local.
A prisão de Monique foi recebida com alívio por Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no caso. Ele descreveu a medida como vital para garantir o andamento do processo judicial, evitando quaisquer manobras que pudessem interferir na Justiça. Leniel mencionou que a decisão do STF era urgente, enfatizando a importância do direito à legitimidade na busca por justiça em nome de seu filho.
Além disso, Leniel destacou as palavras do ministro Gilmar Mendes, que expressou preocupação com os riscos que a soltura de Monique poderia representar para o processo e para as testemunhas do caso, ressaltando a gravidade do crime. O pai de Henry reafirmou seu compromisso em buscar justiça, explicando que essa luta não é apenas por seu filho, mas sim em nome da sociedade como um todo. Ele concluiu: “Não irei retroceder um milímetro na busca pela verdade e pela justiça”, evidenciando a dor e a luta que permeiam este trágico acontecimento.
