O modelo digital foi gerado através de técnicas modernas de fotogrametria e varredura a laser, um processo que empregou centenas de imagens e medições de altíssima precisão. Essa abordagem inovadora não só facilita a visualização da cisterna em sua forma original, mas também propicia uma análise minuciosa do funcionamento do sistema que, mesmo após quase dois mil anos, continua a fascinar pesquisadores e estudiosos.
Estudos anteriores haviam indicado a capacidade impressionante da cisterna, que é estimada em aproximadamente 2,18 milhões de litros de água. Essa enorme capacidade era parte de um sistema projetado de maneira organizada, utilizando a gravidade no transporte do líquido vital. A estrutura não apenas era um reservatório, mas também incluía áreas específicas para armazenamento, decantação e distribuição, representando um sofisticado entendimento da gestão de recursos hídricos por sociedades antigas.
Esse trabalho de modelagem digital é um exemplo claro de como tecnologias contemporâneas podem ser aplicadas para entender melhor o passado. Além de ser uma ferramenta valiosa para arqueólogos, o modelo 3D pode ser utilizado na educação e na divulgação do patrimônio histórico, permitindo que mais pessoas se conectem com a herança cultural da humanidade.
O projeto salienta a importância de proteger e estudar as infraestruturas antigas, que não só revelam a engenhosidade dos nossos antepassados, mas também oferecem lições atuais sobre o uso sustentável da água e a preservação dos recursos naturais. A Grande Cisterna da Sierra Aznar se estabelece, assim, como um verdadeiro testemunho do legado romano e um campo fértil para futuras pesquisas.
