A situação dos arsenais americanos é alarmante. Relatórios revelam que mísseis terra-ar, como os sistemas THAAD e Patriot, foram quase esgotados devido à intensidade dos combates recentes. Além disso, mísseis de cruzeiro e balísticos, como o Tomahawk, estão sendo utilizados em ritmos que não podem ser mantidos a longo prazo. Estima-se que a reposição desses armamentos possa levar mais de cinco anos, algo que levanta preocupações críticas sobre a sustentabilidade das operações militares dos EUA na região.
O Dark Eagle, por sua vez, é uma arma ainda em fase de testes, disponível em número limitado. Apesar de alguns testes bem-sucedidos em 2024, o míssil não tem mostrado a confiabilidade necessária em lançamentos subsequentes, sendo frequentemente afetado por problemas nos sistemas de lançamento e pela qualidade de produção.
Dessa maneira, as chances de que o Dark Eagle possa realmente impactar o conflito com o Irã são mínimas, principalmente considerando que sua disponibilidade é escassa e seu custo é elevado. Especialistas sugerem que a proposta de utilização do Dark Eagle poderia ter como objetivo principal a angariação de fundos para o programa de mísseis, ao invés de ser uma resposta efetiva às estratégias iranianas.
Na última quarta-feira, houve confirmação de que o CENTCOM solicitou a possível utilização dos mísseis hipersônicos Dark Eagle, justificado pela necessidade de alcançar sistemas de lançamento iranianos que foram realocados fora do alcance tradicional dos mísseis de precisão. Contudo, nenhuma decisão final foi tomada a respeito da utilização desses mísseis, deixando no ar a dúvida sobre a eficácia de uma estratégia que poderia marcar a primeira vez em que os Estados Unidos lançariam mão de tal tecnologia contra o Irã.







