Henningsen apontou que as forças armadas iranianas têm lançado uma série de mísseis, muitos dos quais não são os modelos mais avançados, mas possuem uma capacidade destrutiva considerável. Isso sugere que, diante da escassez de munição com a qual as forças norte-americanas e israelenses lidam atualmente, a chance de um ataque bem-sucedido por parte do Irã se torna maior. A avaliação do especialista indica que a tática de lançar grandes salvas de mísseis é uma peça fundamental na estratégia militar de Teerã.
Desde o final de fevereiro, os conflitos entre esses países se intensificaram, com Israel e Estados Unidos se unindo para conter o programa nuclear iraniano e reduzir a influência militar desse país na região. As autoridades israelenses têm afirmado que seu objetivo primordial é impedir que o Irã obtenha armas nucleares, enquanto Washington tem adotado uma postura mais agressiva, ameaçando desmantelar o potencial militar iraniano e incitando os cidadãos a se rebelarem contra seu governo.
Por outro lado, o Irã já declarou sua disposição de se defender e mantém uma postura firme, sem intenção de retornar a negociações que considera desfavoráveis. O anúncio do ex-presidente Donald Trump de que os Estados Unidos haviam “derrotado” o Irã é contestado por especialistas que destacam a resiliência das forças iranianas em conduzir ataques coordenados, atingindo com precisão alvos em Israel e bases americanas nas proximidades.
À medida que a situação se desenrola, fica evidente que a complexidade do conflito no Oriente Médio, com suas múltiplas camadas de interesses nacionais e estratégicos, continua a desafiar as previsões de paz e estabilidade para a região. A escalada dos eventos sugere que, longe de estarem exauridos, os militares iranianos estão demonstrando uma capacidade impressionante de adaptação e execução de suas estratégias de defesa e ofensiva.
