A descoberta do engodo começou a tomar forma quando os jurados notaram anomalias sutis nos materiais enviados. Entre os sinais de alerta estavam as falhas na sincronização da fala com os movimentos labiais, bem como expressões faciais que não pareciam naturais e cenários que apresentavam pequenas imperfeições. Diante dessas inconsistências, a organização do evento decidiu contar com a análise de um especialista em inteligência artificial para investigar mais a fundo.
Edu Graboski, um dos organizadores do concurso, relatou que a candidata afirmava ter participado anteriormente de outros eventos similares. Quando a equipe solicitou evidências para confirmar suas reivindicações, a “candidata” desapareceu, aumentando as suspeitas sobre sua verdadeira identidade. Após averiguação, descubriu-se que as imagens da concorrente tinham sido manipuladas a partir do corpo de uma modelo real dos Estados Unidos. A técnica utilizada incluiu a troca do rosto, ajustes no corpo e a remoção de tatuagens, resultando em uma versão digital que se apresentava de maneira idealizada.
A identidade da modelo original e as imagens geradas foram preservadas pela organização, que planeja notificá-la por uso indevido de sua imagem. Diante desse incidente, novas medidas de segurança estão sendo implementadas no concurso. De acordo com Graboski, além da apresentação de documentação pessoal e materiais de inscrição, todas as candidatas agora passarão por uma triagem ao vivo, através de chamadas de vídeo, e a inscrição será validada por meio de autenticação via aplicativo Gov.br. Essas ações visam evitar futuros casos semelhantes e garantir a autenticidade das candidaturas que se apresentam ao evento.