Por sua vez, os senadores da legenda estão à frente de pastas de maior relevância, como o Ministério de Minas e Energia, sob a gestão de Alexandre Silveira, e o Ministério da Agricultura, comandado por Carlos Fávaro. Diante disso, deputados do PSD alertaram os ministros de Lula sobre a necessidade de dar mais espaço para o partido, inclusive sugerindo a troca do Ministério da Pesca por outra pasta.
A pressão para a recomposição do governo com o PSD se intensificou após a crise das emendas parlamentares na Câmara, que impactou a base de apoio de Lula no Congresso às vésperas da troca de liderança nas duas Casas legislativas. Líderes do Centrão, que apoiaram o pacote de ajuste fiscal proposto pelo Planalto, se sentiram “traídos” após o Supremo Tribunal Federal suspender os pagamentos das emendas.
Portanto, a movimentação nos bastidores do Palácio do Planalto indica que a reforma ministerial em fevereiro terá que abrir espaço para o PSD, atendendo às demandas dos parlamentares da sigla. Essa estratégia é vista como crucial para manter a base aliada coesa e fortalecer a articulação política do governo de Lula no Congresso Nacional. O desdobramento desse processo será acompanhado de perto nos próximos meses para avaliar os impactos dessa rearrumação ministerial na governabilidade do país.
