Realizado com 2.004 brasileiros entre 27 e 31 de março, o levantamento apontou que a reprovação ao governo Lula atingiu 56%, um aumento de sete pontos em relação ao final de janeiro. Já a aprovação caiu seis pontos, chegando a 41%. Esses números representam os piores índices desde o início do mandato de Lula.
A divulgação dos dados um dia antes de um evento de balanço dos dois primeiros anos do governo petista promovido pelo Palácio do Planalto gerou questionamentos entre os aliados de Lula. Um ministro do governo comentou que o movimento da Quaest foi interessante e não passou despercebido, levantando dúvidas sobre a estratégia por trás da divulgação.
O evento em questão foi cuidadosamente organizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, liderada pelo marqueteiro Sidônio Palmeira. Inicialmente marcado para a mesma quarta-feira da divulgação da pesquisa, o evento foi adiado para a quinta-feira por questões de agenda, segundo justificativa oficial do governo.
A intenção da Secom é destacar os feitos do governo nos últimos dois anos, apresentando programas novos e reforçando ações de outros mandatos petistas. Inicialmente previsto para apresentar um novo slogan do governo, Sidônio recuou e decidiu não lançar a frase durante o evento.
Apesar das discussões nos bastidores, a Quaest afirmou que segue um calendário de divulgação pré-determinado em contrato com seus clientes e que não pode alterar o cronograma por conta de eventos políticos. A pesquisa divulgada causou alvoroço no Palácio do Planalto, que reconheceu a necessidade de mudanças na gestão de Lula, especialmente visando as eleições de 2026.





