O ministro destacou que as medidas fiscais que estão sendo consideradas têm como objetivo preservar o que ele se referiu como a “economia popular”, especialmente em um cenário onde a inflação pressiona os preços. Embora a administração de Luiz Inácio Lula da Silva planeje ampliar o endividamento, Guimarães assegurou que o governo se compromete com um equilíbrio entre a responsabilidade fiscal e as políticas sociais.
Em relação ao contexto do conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro avalia que sua duração deve ser limitada, com expectativas de cerca de dois meses, embora a incerteza persista sobre a real extensão da crise. Guimarães reafirmou que o Brasil não está diretamente envolvido na guerra, mas reconheceu que os efeitos globais já estão impactando variáveis importantes da economia interna.
As questões inflacionárias têm se intensificado no país, com a inflação em março alcançando 0,88%. Essa alta foi principalmente impulsionada pelo aumento dos preços dos alimentos e combustíveis. O grupo de transporte, por exemplo, apresentou um crescimento significativo, refletindo principalmente o aumento de 4,59% no preço da gasolina, que se tornou um dos principais fatores de pressão sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Diante desses desafios, o governo está considerando ações adicionais para conter a alta geral dos combustíveis, incluindo mecanismos de compensação e a possibilidade de subsídios. Já medidas anteriores foram avaliadas como insuficientes para neutralizar os impactos imediatos da turbulência geopolítica. A abordagem cautelosa da administração busca garantir que a população não seja sobrecarregada durante este período conturbado, ao mesmo tempo em que mantém um foco em políticas sociais importantes.






