Ministro Nunes Marques envia pedido de investigação contra deputado Delegado Da Cunha à primeira instância, por suposta simulação de sequestro.

O deputado federal Delegado Da Cunha (PP-SP) está sendo alvo de um pedido de investigação enviado pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações, o parlamentar é suspeito de ter simulado o resgate de um sequestro, o que levanta graves questionamentos sobre seus atos.

Os fatos em questão ocorreram no ano de 2020, quando Da Cunha, juntamente com outro delegado, libertou uma vítima de sequestro e prendeu o criminoso responsável. No entanto, após a bem-sucedida operação, ambos determinaram que retornassem ao cativeiro para simular novamente o resgate e dessa vez filmar tudo. O vídeo resultante dessa ação foi posteriormente divulgado.

Esse episódio de simulação levou, em 2021, à abertura de um inquérito pela Polícia Civil, que indiciou Delegado Da Cunha por crime de abuso de autoridade. É importante ressaltar que o outro delegado envolvido, Denis Ramos Camargo, fez um acordo com o Ministério Público e pagou uma multa, enquanto Da Cunha recusou essa opção.

O caso foi encaminhado ao STF devido ao fato de Da Cunha ter sido eleito deputado federal no ano passado. No entanto, o ministro Nunes Marques considerou que a investigação não deve ser tramitada no Supremo, pois os fatos ocorreram antes do parlamentar assumir seu mandato. Essa decisão está de acordo com a regra vigente na Corte, que estabelece que parlamentares só devem ser investigados pelo STF por crimes ocorridos durante seu mandato e relacionados a ele.

Em uma transmissão ao vivo realizada em 2021, Da Cunha admitiu a simulação do resgate, porém justificou suas ações como uma “reprodução simulada dos fatos”. Segundo o parlamentar, essa é uma prática comum em inquéritos de homicídios e outros casos, visando mostrar à população a dificuldade enfrentada por uma pessoa que é sequestrada.

Apesar da justificativa apresentada pelo deputado, é imprescindível que as investigações prossigam para se esclarecerem todos os detalhes desse caso. O uso de estratégias questionáveis como a simulação de um resgate colocam em xeque a conduta do parlamentar e sua integridade como representante do povo brasileiro. Cabe agora à Justiça de São Paulo dar prosseguimento a esse processo e garantir que a verdade seja devidamente esclarecida.

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