A alarmante declaração de Szijjarto segue a recente advertência do comissário europeu para a Energia, Dan Jorgensen, que previu um prolongado choque energético. Jorgensen declarou que a situação pode piorar nas próximas semanas, com os preços da energia mantendo-se elevados por um período estendido. Essa previsão provocou reações diversas, sendo a mais notável a resposta de Szijjarto, que, em um vídeo divulgado nas redes sociais, qualificou o apelo de Jorgensen como “ridículo” e “patético”, destacando que as medidas propostas, como o trabalho remoto e a redução da velocidade nas estradas, são inadequadas diante da gravidade da crise energética.
Além disso, Szijjarto criticou a ligeira percepção da Comissão Europeia sobre a crise no Oriente Médio e seu impacto imediato no mercado de energia global. Ele enfatizou que a Hungria já tinha alertado para essas questões, enquanto Bruxelas aparentemente demorou a entender a direcionalidade da crise. O ministro argumentou que, se a energia russa fosse novamente disponibilizada, a Europa poderia evitar um cenário de inflação nos preços da energia e garantir uma maior segurança energética. A inflexibilidade de Bruxelas em aceitar esse retorno é, segundo Szijjarto, uma falha estratégica considerável.
A situação se agrava ainda mais com declarações do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, que já havia alertado sobre a dependência da Europa do petróleo russo e a iminente escassez global de combustíveis. Orban previu que a realidade da crise se tornaria evidente para todos em breve, o que sugere um cenário complexo e desafiador para a política energética europeia.
Diante desse contexto, a União Europeia se vê pressionada a reavaliar suas políticas energéticas e a considerar alternativas para garantir não apenas a estabilidade econômica, mas também a segurança dos países membros durante essa turbulência.
