O grupo foi instituído com a missão de combater os chamados “supersalários”, empregando uma abordagem baseada em estudos detalhados, diálogos com especialistas e propostas legislativas concretas. O objetivo primordial é elaborar um diagnóstico abrangente da remuneração dos juízes em todo o Brasil, visando estabelecer soluções de longo prazo que promovam a uniformização dos critérios utilizados pelos tribunais.
Dentro do plano de ação delineado por Fachin, está prevista a revisão minuciosa dos benefícios, com a intenção de apresentar, no prazo de 180 dias, propostas que promovam a padronização e a transparência nos pagamentos. A comissão irá mapear os valores recebidos pelos magistrados, com especial atenção às verbas remuneratórias e indenizatórias que variam entre os diferentes segmentos do Judiciário.
Essa investigação criteriosa permitirá identificar e corrigir distorções salariais, além de estabelecer critérios claros para os pagamentos. Para reforçar a supervisão dos gastos, as remunerações serão classificadas de acordo com sua natureza jurídica, a fundamentação normativa que as justifica e seu impacto nos limites de despesas públicas.
Fachin ressalta que a questão da remuneração no Judiciário tornou-se um tópico de acaloradas discussões, em virtude das várias interpretações adotadas por mais de 90 tribunais no país. Ele critica, em seu documento justificativo, a utilização de “subterfúgios conceituais” que distorcem a realidade, mencionando a prática de classificar verbas indenizatórias de forma a burlar o teto salarial. Essa abordagem busca, segundo ele, superar a defasagem do teto remuneratório vigente, o que demanda uma resposta eficiente e rigorosa por parte das instituições. A proposta sinaliza uma tentativa de reformar o sistema de remuneração dos magistrados, promovendo maior justiça e clareza para os cidadãos.





