O ministro ressalta que a função da pasta é “pedagógica”, não apenas para os povos indígenas, mas também para a sociedade em geral. De acordo com Terena, a inclusão da pauta indígena em nível ministerial proporciona uma melhor representação e proteção dos interesses das comunidades originárias nas decisões governamentais. Ele afirma que, agora, há uma voz indígena na mesa onde se discutem as políticas públicas, algo que antes era uma raridade.
Entre as ações destacadas desde a criação do ministério, Terena menciona a homologação de 20 terras indígenas, a declaração de 21 terras, a delimitação de 18 territórios e a formação de 31 reservas, totalizando uma área de 12 milhões de hectares destinados à proteção dos povos indígenas. Um dos principais focos do ministério é acelerar o processo de demarcação de terras, o que exige a colaboração de diversos órgãos governamentais, como o Exército, Polícia Federal e outros.
No campo da educação, Terena destaca a importância da criação da Universidade Federal Indígena, a primeira do tipo no Brasil, que visa revitalizar as culturas indígenas e proporcionar formação acadêmica tanto para indígenas quanto para não indígenas. A universidade, prevista para iniciar suas atividades em 2027, será administrada por uma equipe majoritariamente indígena.
Ademais, o ministro enfatiza a necessidade de respeitar a autonomia das escolas indígenas, garantindo uma educação bilíngue que preserve a cultura local. Segundo Terena, é vital que as prefeituras e gestores públicos reconheçam e respeitem as particularidades e saberes das comunidades indígenas. Ele acredita que isso não só enriquece o ambiente educacional, mas também fortalece a identidade e autonomia dos povos indígenas no Brasil.




