Durante sua estadia, Marinho foi acompanhado pelo representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli. Juntos, eles visitaram importantes instalações, incluindo o Posto de Triagem e o Centro de Coordenação de Interiorização, além de centros de acolhimento que oferecem suporte aos refugiados. Em suas interações, o ministro teve conversas significativas com os migrantes, discutindo as políticas públicas que o Ministério do Trabalho e Emprego desenvolveu para facilitar seu acesso ao mercado de trabalho. Marinho destacou a importância de cursos de qualificação profissional e ações de intermediação que promovem o trabalho decente, ressaltando que essas iniciativas estão disponíveis tanto em Boa Vista quanto em outros estados que requerem mão de obra qualificada.
Em um momento importante da visita, o ministro assinou um Protocolo de Intenções de Cooperação Técnica com a Agência da ONU para Refugiados, o ACNUR. Este acordo visa ampliar as oportunidades de qualificação profissional e inclusão laboral para os refugiados no Brasil, promovendo o encaminhamento desses indivíduos para cursos do Programa Manuel Querino de Qualificação Profissional do MTE.
Além disso, o protocolo inclui suporte técnico do ACNUR ao Ministério para a criação e implementação de políticas públicas voltadas à inclusão de refugiados e migrantes. Essas ações buscam não apenas garantir direitos, mas também fomentar parcerias com o setor privado e organizações civis, a fim de facilitar o acesso a empregos dignos e promover a autonomia econômica dessa população vulnerável.
Torzilli, durante a assinatura, afirmou que o acordo fortalece os direitos dos refugiados buscando proteção e integração no país. Ele destacou como o Fórum Empresas com Refugiados se alinha a essas diretrizes, promovendo a dignidade no trabalho para aqueles que desejam contribuir para o desenvolvimento local.
O Fórum, que foi lançado em junho de 2021, envolve mais de 160 empresas que compartilham boas práticas e buscam engajar o setor privado na inclusão socioeconômica dos refugiados no Brasil. Desde sua criação, foram realizados diversos eventos e capacitações, resultando na contratação de cerca de 17 mil refugiados, demonstrando como essas iniciativas não apenas impulsionam a reputação das empresas, mas também contribuem para seu crescimento.
A adesão a essas ações é gratuita e acessível a todos que desejam colaborar com a inclusão dos refugiados no mercado de trabalho brasileiro, reforçando o compromisso do país em oferecer oportunidades a quem mais precisa.
