A Procuradoria-Geral da República solicitou a investigação para averiguar se pessoas investigadas no inquérito das milícias digitais realizaram doações para Bolsonaro. Em uma manifestação enviada ao ministro Moraes, a PGR afirmou ter detectado elementos suficientes que justificam a necessidade de aprofundar as investigações, especialmente para apurar se as doações foram feitas por pessoas envolvidas em uma organização criminosa.
O subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, que é responsável pelas investigações relacionadas aos atos golpistas do dia 8 de janeiro, considerou relevante encaminhar a representação à Polícia Federal para esclarecer se há uma conexão entre as doações e os fatos já investigados no inquérito.
O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que uma conta bancária do ex-presidente recebeu R$ 17,2 milhões por meio de transações de Pix entre janeiro e julho deste ano. O documento classificou os valores como “atípicos” e provavelmente relacionados à campanha de arrecadação feita por Bolsonaro para pagar multas que ele recebeu.
Em julho, Bolsonaro publicamente agradeceu às doações e afirmou que o valor foi suficiente para quitar todas as suas contas e ainda ter dinheiro para consumir um caldo de cana e comer um pastel com sua esposa, Michelle.
A decisão do ministro Moraes atende ao pedido da PGR e representa um passo importante na investigação sobre as doações recebidas pelo ex-presidente Bolsonaro. A Polícia Federal terá a incumbência de aprofundar os detalhes e verificar se as transações foram feitas por pessoas envolvidas em atividades criminosas. Assim, espera-se que a investigação traga mais elementos para esclarecer os possíveis ilícitos e contribua para a transparência e a justiça no cenário político do país.
