A decisão de Moraes ocorreu após um pedido da defesa do ex-ministro, que solicitou matrícula em cursos oferecidos pelo Comando da 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar no Rio de Janeiro. Os cursos incluem “gestão de projetos”, “gestão de riscos e crises”, “planejamento estratégico” e “gestão de segurança privada”. Além disso, o ministro também autorizou a participação do general em um programa de leitura, um mecanismo que proporciona a redução do tempo de prisão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou a inclusão de Braga Netto nos cursos, desde que fossem respeitadas as diretrizes legais pertinentes. Em sua decisão, Moraes ressaltou que a remição pela leitura é um direito garantido a todos os detentos, e a atividade deve ser realizada com livros disponíveis na biblioteca da unidade prisional.
A remição pela leitura é regulamentada de forma a conceder quatro dias de pena remidos para cada obra literária lida e avaliada, limitando-se a 48 dias de remição por ano. Após a leitura, um relatório deve ser submetido à Comissão de Validação da unidade, que é responsável por confirmar a realização da atividade.
Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, além de candidato a vice-presidente em uma chapa derrotada, foi um dos principais figuras condenadas em virtude das tentativas de golpe após as eleições de 2022. A Procuradoria o identifica como parte do núcleo responsável por articular ações que visavam obstaculizar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa nova fase em sua pena e as oportunidades de diminuição refletirão não apenas em sua vida, mas também na percepção pública sobre a responsabilização de figuras importantes na política brasileira.





