Segundo o ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, o ministro Dino tratou de maneira adequada a questão da regra fiscal, reconhecendo a excepcionalidade da situação atual no país. Com a autorização do STF, o governo poderá abrir créditos extraordinários para ações de combate aos incêndios, sem se preocupar com as restrições de gastos habituais.
A Medida Provisória que será editada por Lula deve destinar, no mínimo, R$ 500 milhões para reforçar as atividades de combate ao fogo, que já atingiu 58% do território brasileiro, incluindo o Pantanal, a Amazônia e até mesmo São Paulo. A AGU estava preocupada com o impacto fiscal desses gastos extras, mas a decisão do STF resolveu a questão e permitirá que o governo atue de forma mais efetiva no enfrentamento às queimadas.
Além disso, a AGU relembra que o STF já havia dispensado limites fiscais em casos de pagamento de precatórios, permitindo que o governo Lula regularizasse o pagamento de R$ 90 bilhões em dívidas judiciais no ano passado. Antes disso, a PEC dos Precatórios, aprovada no governo Bolsonaro, limitava esses gastos.
Com a autorização do STF, o governo poderá agir de forma mais ágil e eficiente no combate às queimadas, sem se preocupar com questões fiscais que poderiam comprometer as ações de enfrentamento a essa emergência climática. A decisão do ministro Dino foi vista como uma vitória para a preservação do meio ambiente e como um avanço na proteção das áreas florestais do país.
