Pereira explicou que a flexibilidade na carga horária permitiria às pessoas dedicarem-se a tarefas como levar filhos ao médico, realizar cursos de capacitação ou cuidar de familiares. A redução do tempo de trabalho, sem qualquer diminuição salarial, seria uma oportunidade para muitos empreendedores dedicarem-se a suas atividades. “Acredito que, com a aprovação dessa medida, veremos um aumento significativo no empreendedorismo brasileiro”, afirmou.
Além disso, o ministro apresentou resultados de uma pesquisa do Sebrae que observa que mais da metade dos proprietários de micro e pequenas empresas acredita que a nova jornada não afetará seus negócios negativamente. Enquanto isso, a percepção desfavorável em relação à proposta diminuiu, indicando um ambiente otimista entre os empreendedores.
Pereira também abordou o impacto da nova legislação sobre os empregadores. Ele ressaltou que uma parcela considerável dos empreendedores brasileiros, cerca de 10% a 15%, seria afetada, mas assegurou que o governo trabalha em políticas de apoio para minimizar eventuais dificuldades. Entre as estratégias, mencionou a possibilidade de criar benefícios fiscais e acesso facilitado a crédito.
Outro ponto importante discutido foi o Microempreendedor Individual (MEI). O ministro analisou a possibilidade de ampliar o teto de faturamento anual de R$ 81 mil, ressaltando que essa medida exigiria um cuidadoso planejamento para evitar comprometer a saúde fiscal do país.
Por fim, Pereira comentou sobre o desafio dos empreendedores informais e a importância da formalização, principalmente em razão da previdência. Para facilitar o processo, mencionou iniciativas como a plataforma digital Contrata+Brasil, que busca desburocratizar e democratizar o acesso de pequenos negócios às compras públicas.
Com a iminência do Acordo Mercosul-União Europeia, que entrará em vigor em 1° de maio, o ministro também apontou como essa pauta pode favorecer as exportações de pequenos produtos. Ele reiterou a necessidade de aproveitar a oportunidade para facilitar a exportação de artesanatos e produtos típicos brasileiros.
Em suma, as ideias apresentadas na entrevista refletem um compromisso do governo em fomentar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo, promovendo mudanças estruturais que buscam beneficiar tanto os trabalhadores quanto os pequenos empresários.
