O ex-ministro Alexandre Padilha também se posicionou sobre as críticas que surgiram, ressaltando que há uma tentativa de politicizar um assunto que deveria ser tratado com seriedade técnica. Ele afirmou: “Tivemos uma enxurrada de vídeos irresponsáveis que desinformam a população. A Anvisa não tem lado partidário; seu único compromisso é a proteção da saúde das famílias brasileiras.” A Anvisa determinou o recolhimento de lotes específicos de detergentes, lava-roupas e desinfetantes fabricados na unidade da Ypê em Amparo, interior de São Paulo, e suspendendo temporariamente a fabricação destes produtos.
Esse procedimento de fiscalização foi fruto de uma inspeção realizada no final de abril, na qual se constatou problemas estruturais e o risco potencial de contaminação microbiológica. De acordo com Padilha, a fiscalização não era uma novidade, pois já estava em andamento há meses, envolvendo, inclusive, órgãos do governo de São Paulo, reforçando que a supervisão não foca apenas em questões federais, mas tem um alcance mais amplo.
Além disso, o ministro destacou que a própria Ypê já havia identificado a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos de sua linha, o que levanta preocupações sobre falhas no processo produtivo. “Quando uma bactéria desse tipo aparece, acende um alerta importante”, completou.
Nos dias seguintes à interdição, apoiadores de Bolsonaro começaram a veicular vídeos ironizando a decisão da Anvisa, optando até por consumir produtos da Ypê como forma de apoio. A marca chegou a entrar com um recurso contra a decisão, que resultou na suspensão temporária da interdição até uma nova análise prevista pela diretoria da Anvisa para a quarta-feira.
As falas do ministro Padilha foram feitas durante um evento que também contou com a presença do Ministério das Comunicações, onde foi anunciado um edital para ampliar a conectividade nas unidades básicas de saúde, promovendo a inclusão digital em áreas mais remotas do Brasil.





