As afirmações de Durigan vêm em resposta a uma notificação que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, teria recebido de representantes dos Estados Unidos, mencionando a intenção da Casa Branca de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas. Apesar dessa pressão externa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia declarado sua oposição a tal rotulação, defendendo que essas organizações são, na verdade, perigosas facções criminosas e não terroristas.
Durigan ressaltou que o correto é enfrentar essas organizações com o rigor da lei, sem rotulá-las incorretamente. Ele enfatizou que a cooperação entre os países poderia ser uma ferramenta eficaz para combater questões como o tráfico de armas e drogas, que amplificam a violência no Brasil. O ministro menciona também a importância de discutir a situação do comércio exterior, referindo-se à recente abertura de uma investigação na Seção 301, que avalia práticas comerciais desleais do Brasil. Neste aspecto, Durigan defende que o Itamaraty está lidando com o assunto.
Além disso, em meio a discussões sobre o conflito no Irã, Durigan observou que as consequências econômicas globais da guerra foram um dos temas centrais nas reuniões de instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O ministro antecipou que um crescimento econômico limitado e um aumento da inflação podem impactar decisões bancárias em todo o mundo.
Por fim, Durigan anunciou que o governo brasileiro está pronto para lançar um novo programa destinado a mitigar o endividamento das famílias, que aguarda apenas a aprovação do presidente Lula. A proposta visa ajudar as pessoas a refinanciar dívidas com juros elevados, como as de cartões de crédito, em um momento em que muitos brasileiros enfrentam desafios econômicos significativos.
