O ministro destacou que é fundamental que países aliados colaborem na luta contra o crime organizado por meio de compartilhamento de informações relevantes, mantendo o foco na cooperação internacional. Durigan expressou inquietação em relação ao impacto que tais sanções podem ter sobre cidadãos e empresas inocentes. Ele alertou que, muitas vezes, a intenção de combater organizações criminosas pode resultar na penalização de pessoas e instituições que operam dentro da legalidade. “E se eles, americanos, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Este é o problema. O cidadão não sabe como recorrer”, disse ele.
As sanções anunciadas envolvem dois indivíduos brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal, todas supostamente ligadas a um esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC. O governo dos Estados Unidos alegou que o grupo movimentou mais de 30 milhões de dólares, oriundos do tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas. No comunicado do Departamento do Tesouro, o PCC foi descrito como a “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”, criando ainda mais pressão sobre a facção e suas conexões.
À luz dessas informações, a posição do Brasil se torna ainda mais crítica, uma vez que a integridade de suas instituições e a proteção dos cidadãos estão em jogo. Para Durigan, é vital que os mecanismos corretos de cooperação internacional sejam estabelecidos, garantindo que a luta contra o crime não afete indevidamente a vida de pessoas inocentes.





