Ministro da Defesa destaca importância do novo Navio Doca Multipropósito para a Marinha do Brasil durante visita a Plymouth, na Inglaterra.

Na última terça-feira, o Ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, empreendeu uma visita técnica ao Navio Doca Multipropósito (NDM) Oiapoque, recém adquirido pela Marinha do Brasil, localizado em Plymouth, na Inglaterra. Esta visita destaca a relevância estratégica da nova embarcação, que deverá incrementar substancialmente as capacidades operacionais da força naval brasileira.

O NDM Oiapoque, que possui previsão de chegada ao Brasil em outubro deste ano, está passando por uma kapsam revitalização. Essa intervenção inclui a modernização dos sistemas de comando e controle, atualização dos equipamentos de comunicação e uma revisão completa dos sistemas de propulsão e geração de energia. Durante sua inspeção a bordo, Múcio enfatizou que o navio é essencial não apenas para operações militares, mas também para atividades de apoio à população ribeirinha, destacando seu caráter multifuncional.

Em entrevista, o Capitão de Fragata Antonio de Barcellos Neto, futuro comandante do Oiapoque, mencionou que com a modernização, a embarcação terá sua vida útil estendida por pelo menos duas décadas, assegurando, assim, uma segurança operacional compatível com as exigências atuais. O Ministério da Defesa ressalta que a aquisição do Oiapoque simboliza a dedicação do Brasil em aumentar sua capacidade operacional e fortalecer sua presença em missões marítimas internacionais.

Simultaneamente, membros das Forças Armadas brasileiras participam de treinamentos com a Royal Navy, com foco na operação dos sistemas de bordo, simulações e exercícios conjuntos, preparando-os para a integral funcionalidade do navio.

Com dimensões de 176 metros de comprimento e um deslocamento de 18 mil toneladas, o NDM Oiapoque pode alcançar velocidades de até 34 km/h e é projetado para operar até duas aeronaves de grande porte. Além disso, tem a capacidade de transportar veículos de combate, viaturas, ambulâncias, e até mesmo hospitais de campanha, alimentos e medicamentos, o que é fundamental para missões de apoio humanitário e proteção das águas jurisdicionais do Brasil. A tripulação será composta por até 290 militares e poderá acomodar cerca de 700 combatentes, posicionando-se como o segundo maior navio da Esquadra brasileira, apenas atrás do Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico.

Diante de um cenário em que o Brasil busca ampliar seus investimentos em defesa, a inclusão do Oiapoque ao seu patrimônio marítimo representa um passo significativo em direção ao fortalecimento das capacidades defensivas e de resposta a crises humanitárias no país.

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