Ministro do STF e esposa utilizam jatos de ex-banqueiro em várias ocasiões
O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, realizam voos frequentes em jatos executivos que pertencem a uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-sócio do Banco Master. Documentos obtidos por meio da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) revelam pelo menos sete viagens feitas pelo casal entre maio e outubro de 2025.
Essas informações foram corroboradas através da intersecção de dados dos dois órgãos, que indicam que o casal acessou o terminal executivo do Aeroporto de Brasília precisamente nos momentos em que as aeronaves da empresa Prime You decolavam. Os registros indicam que Vorcaro foi sócio da Prime You até setembro de 2025.
Além dos voos vinculados à Prime You, Moraes também utilizou uma aeronave cujo co-proprietário é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, em pelo menos uma ocasião. Essa conexão tem gerado uma série de especulações e questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
Em resposta às revelações, o escritório de advocacia Barci de Moraes informou que contrata os serviços de diversas empresas de táxi aéreo, incluindo a Prime You, mas enfatizou que tanto Vorcaro quanto Zettel não estavam presentes nas aeronaves utilizadas pelo casal. Esse detalhe poderá ser determinante em futuras investigações sobre a relação entre os frequentadores dos voos e possíveis implicações éticas.
A contratação do escritório Barci de Moraes pelo Banco Master, que consolidou-se em abril de 2024 e recebeu um montante considerado expressivo de R$ 129 milhões, acrescenta uma nova camada de complexidade à situação. O valor significativo da remuneração levantou questões sobre a natureza da relação entre as partes envolvidas e a transparência necessária nesse tipo de contrato, especialmente quando envolve figuras de grande relevância política e legal no Brasil.
A situação demanda maior atenção das autoridades e do público, em busca da clareza e da integridade nas relações entre o Judiciário e o setor privado. A continuidade das investigações é crucial para garantir a responsabilidade e a transparência desejadas na administração pública.





