O boletim médico divulgado pela equipe hospitalar indicou que a ministra respondeu bem ao tratamento, apresentando uma melhora contínua em seus sintomas e recuperando seu estado geral. A nota destacava que ela não manifestou episódios febris nos últimos dias. “Deixa o hospital em boas condições, sem dor, alimentando-se normalmente e com quadro controlado. Seguirá com medicação por um período determinado e acompanhamento ambulatorial”, afirmaram os médicos em comunicado.
A internação de Guajajara chamou a atenção não apenas pela questão de saúde, mas também pelo contexto político em que se encontra. Na última sexta-feira (20 de março), a ministra anunciou que deixará seu cargo no governo federal para se candidatar à reeleição como deputada federal por São Paulo. A mudança de trajetória política foi confirmada, e sua saída da pasta está marcada para o dia 30 de março, um gesto que reflete sua intenção de se manter ativa na esfera pública.
Com a saída de Guajajara, o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, assumirá a liderança da pasta. Essa transição ocorre em um momento crítico, em que questões ligadas aos direitos e à preservação das culturas indígenas têm ganhado destaque no cenário social e político do Brasil. A trajetória de Sonia Guajajara, ao longo de sua atuação, tem sido marcada pela luta em defesa dos direitos dos povos indígenas, e sua candidatura à reeleição pode impactar a forma como essas questões serão abordadas no próximo ciclo legislativo. A expectativa em torno de sua volta à política é alta, tanto por seus apoiadores quanto por aqueles que seguem de perto suas ações e propostas.






