Ministra da Palestina Acusa Netanyahu de Postergar Acordo para Gaza Até Após Eleições e Critica Violência em Cisjordânia

Neste domingo, a ministra das Relações Exteriores da Palestina, Varsen Aghabekian Shahin, fez contundentes acusações contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmando que o político israelense está procrastinando um possível acordo referente à Faixa de Gaza até o término das eleições israelenses, marcadas para outubro. As declarações surgem em um contexto de crescente tensão, especialmente após a rejeição formal de Netanyahu a uma proposta de paz elaborada pelos Estados Unidos.

Em entrevista à rádio oficial Voz da Palestina, Shahin não hesitou em criticar a postura de Netanyahu, afirmando que o primeiro-ministro “não deseja alcançar um acordo” e que seu objetivo parece ser manter os palestinos em uma situação de incerteza permanente. Essa afirmação destaca a frustração crescente entre as autoridades palestinas em relação à falta de progressos nas negociações de paz, que se configuram cada vez mais como um impasse.

As preocupações de Shahin não se limitam apenas às negociações. Ela alertou para o aumento da violência perpetrada por colonos israelenses na Cisjordânia, que segundo a ministra, se tornou mais organizada e armada, impactando diretamente a vida da população palestina e dificultando as perspectivas para uma solução de dois Estados — o que é visto como uma possível resposta ao conflito que persiste na região.

Simultaneamente, Netanyahu confirmou, em uma reunião de gabinete, que rejeita o plano de 15 pontos para Gaza que fora proposto pela “Junta de Paz”, a qual é liderada pelos Estados Unidos. O primeiro-ministro enfatizou que Israel continuará sua presença militar no enclave até que o Hamas se comprometa a desarmar suas forças. Netanyahu destacou a importância de desarmar o grupo, referindo-se a todas as categorias de armas.

Enquanto isso, o Hamas contrabalançou a rejeição da proposta por parte de Netanyahu, reafirmando seu compromisso com o plano americano em um comunicado. No entanto, condicionou qualquer discussão sobre armamento à cessação total dos ataques israelenses, à retirada das forças de ocupação e ao avanço na reconstrução de Gaza. É importante ressaltar que um cessar-fogo entre as duas partes foi estabelecido em outubro de 2025, mas a violência ainda não cessou, resultando em um significativo número de mortos e feridos em Gaza, de acordo com autoridades de saúde locais.

Diante desse cenário, a situação entre Israel e Palestina continua a ser um tema crítico, com repercussões que vão além das fronteiras regionais, impactando a dinâmica política global e a busca por uma paz duradoura na região.

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