Ministério Público isenta responsabilidade da Chape em contratação de voo da LaMia

O Ministério Público Federal isentou a diretoria da Chapecoense de qualquer responsabilidade na contratação do voo da empresa aérea LaMia no ano passado. Esse foi o voo que terminou em tragédia, em 28 de novembro do ano passado, quando a aeronave caiu em território colombiano e matou 71 passageiros. Houve apenas seis sobreviventes, sendo três jogadores, um jornalista, uma comissária de bordo e um técnico de voo.

A informação foi publicada pelo “Diário Catarinense”, na noite desta quinta-feira. De acordo com a publicação, a investigação do MPF concluiu que “não houve qualquer conduta negligente ou imprudente por parte dos dirigentes da Associação Chapecoense de Futebol na contratação da empresa”.

O inquérito civil aponta que a possível causa do acidente aéreo foi mesmo falta de combustível, uma pane seca, conforme se noticiou na época. Apesar de atestar isso, é bom lembrar que a análise conduzida pelo Grupo de Investigação de Acidentes Aéreos (GRIAA) ainda não foi concluída, atesta o Terra.

As autoridades bolivianas já divulgaram que apuração local apontou o piloto como responsável pela pane seca, também eximindo os dirigentes da Chapecoense de qualquer culpa na contratação da empresa.

O inquérito civil do Ministério Público Federal iniciou em dezembro do ano passado com o propósito de ajudar a esclarecer os fatos sobre a queda da aeronave e para apurar se houve o envolvimento de brasileiros no acidente, especialmente na contratação da empresa (que foi indicada pela Conmebol).

O MPF citou ainda que o mesmo problema de combustível foi observado em um voo da delegação argentina para Belo Horizonte, em novembro de 2016, também realizado pela LaMia. O voo em questão tinha apenas mais 15 minutos de combustível e por pouco não aconteceu uma tragédia.

Para o MPF, os indícios nesses dois voos podem configurar eventual crime de prevaricação ou ato de improbidade administrativa.

26/10/2017

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