Um dos principais pontos abordados na notificação é a constante restrição de acesso a itens essenciais, como água, alimentação e banheiros, durante as dinâmicas do reality show. De acordo com o MPF, essas práticas podem ser prejudiciais à saúde física e mental dos competidores e, por isso, solicita a adoção de medidas que assegurem condições mais justas e saudáveis para todos.
Entre as recomendações do Ministério, destaca-se a proibição de provas que durem mais de três horas, especialmente aquelas que envolvem os participantes em pé ou em isolamento sob luzes intensas. O MPF também enfatiza a necessidade de garantir pausas regulares para repouso, hidratação e alimentação, além de exigir que a emissora tenha atenção especial aos participantes que apresentem problemas de saúde, excluindo-os de desafios que possam implicar riscos à sua integridade física.
A notificação fez referência ao incidente envolvendo a participante alagoana Rafa Jaqueira, que desmaiou durante o que é conhecido como “quarto branco”, um dos desafios mais rigorosos do programa. Este episódio chamou a atenção para a necessidade urgente de revisar as práticas de competição do programa, garantindo que situações de risco não se repitam.
Adicionalmente, o MPF já havia iniciado um inquérito civil para investigar possíveis violações de direitos humanos dentro do programa, considerando que algumas das experiências vividas pelos participantes possam ser equiparadas a tratamentos degradantes e desumanos. Para concluir, o órgão cobra que a emissora se comprometa a oferecer acompanhamento psicológico contínuo aos participantes após suas saídas do programa, visando garantir suporte adequado para o reintegração de todos ao cotidiano. Essas ações refletem uma ampliação da discussão sobre os limites do entretenimento e a responsabilidade das emissoras em relação aos seus participantes.





