Ministério Público e Polícia Civil Investigam Irregularidades em Contrato de Wi-Fi com ONG Ligada a Produtora de Filme sobre Bolsonaro

Investigações sobre Contrato de Wi-Fi em São Paulo Levantam Suspeitas de Irregularidades

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil iniciaram investigações para apurar possíveis irregularidades em um contrato estabelecido entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil. O projeto, que prevê a expansão do serviço de Wi-Fi gratuito em comunidades da capital paulista, é alvo de críticas devido ao não cumprimento das metas estabelecidas.

A responsabilidade pelo Instituto Conhecer Brasil recai sobre Karina Ferreira da Gama, uma empresária e jornalista que também dirige a produtora Go Up Entertainment, famosa pelo filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O contrato firmado entre as partes previa a instalação e manutenção de 5.000 pontos de internet em áreas vulneráveis de São Paulo, com um prazo de execução de 12 meses. No entanto, as investigações indicam que, até agora, apenas pouco mais de 3.000 pontos foram efetivamente instalados, enquanto o prazo final é previsto para junho de 2025.

Diante do descumprimento, o contrato passou por três alterações subsequentes, o que levantou ainda mais questionamentos. Os promotores estão analisando se houve falhas nos procedimentos de contratação e nas justificativas para a escolha do Instituto Conhecer Brasil, além de potenciais direcionamentos na chamada pública feita antes da assinatura do acordo. Documentos fiscais que acompanham a execução do contrato também levantaram suspeitas acerca da idoneidade das despesas, com valores que superam R$ 16 milhões.

A Polícia Civil, por sua vez, focaliza investigações sobre possíveis crimes vinculado a licitações, incluindo fraudes e a gestão inadequada de recursos públicos. A Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia declarou que está monitorando a implementação do projeto, sem confirmar a existência de irregularidades definitivas. Em um recente comunicado, a secretaria informou que inconsistências nas contas resultaram na devolução de cerca de R$ 930 mil aos cofres da cidade.

Defendendo a escolha do Instituto Conhecer Brasil, a pasta ressalta a experiência da ONG na operação em comunidades de difícil acesso e sua suposta capacidade de atender às necessidades locais. As apurações continuam em andamento, com um panorama nebuloso sobre a transparência e os procedimentos que regem tais contratos na administração pública. A situação destaca a importância de um cuidado redobrado na gestão de recursos afetados ao bem público, especialmente em tempos onde a conectividade é vital para o desenvolvimento social e econômico.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo