O ministro Paulo Pereira enfatizou, em diversas entrevistas, que não existem planos para implementações que provoquem “choques imediatos” nas normas atuais, tampouco para a criação de mecanismos de correção automática dos limites estabelecidos. O ministério explicou que as implicações desse tema são significativas, abrangendo áreas sociais, econômicas, trabalhistas e fiscais. Diante disso, a construção de uma modelagem técnica e juridicamente apropriada, que seja financeiramente viável, para alterações nos limites não é uma tarefa que poderá ser realizada ainda este ano.
Importante destacar que uma das diretrizes do governo é a preservação da saúde fiscal, o que também orienta as políticas de fomento ao empreendedorismo. Apesar da ausência de uma proposta imediata, o ministério está sugerindo a continuidade de discussões com outros órgãos governamentais e com a sociedade, visando aprimorar a agenda do setor. Isso inclui iniciativas voltadas para a capacitação de empreendedores, a criação de novas oportunidades de negócios e a descentralização de burocracias.
O ministério também mencionou que está realizando avaliações que poderão fundamentar possíveis projetos no futuro, especialmente a partir de 2027.
Paralelamente, está em trâmite no legislativo um Projeto de Lei Complementar (PLP) que visa modificar os atuais limites de faturamento do MEI. Atualmente, o teto de faturamento anual é de R$ 81 mil, mas o PLP 108/21, já aprovado no Senado, propõe um aumento para R$ 130 mil. Além disso, a proposta permite a contratação de até dois empregados, o que dobra o número permitido atualmente. O projeto está em regime de urgência, refletindo a significativa importância dessa temática para a economia nacional.
