Segundo o comunicado divulgado no sábado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel expressou sua decepção com as declarações do Papa Francisco, alegando que as mesmas não levam em consideração o contexto real e factual da situação. O órgão ressaltou a luta de Israel contra o terrorismo jihadista e criticou a abordagem crítica do pontífice em relação ao Estado judeu e seu povo.
O ataque aéreo israelense que resultou na morte de dez pessoas, incluindo sete crianças, foi realizado na região de Jabalia, no norte de Gaza. O Papa Francisco classificou o evento como “crueldade”, destacando a diferença entre a ação e o conceito de guerra.
O conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas teve início em outubro, quando o Hamas realizou um ataque sem precedentes contra Israel, resultando em centenas de mortos e reféns. Em resposta, as Forças de Defesa de Israel lançaram uma ofensiva contra o grupo palestino e impuseram um bloqueio na entrada de ajuda humanitária em Gaza.
Até o momento, o Ministério da Saúde Palestino reportou que mais de 45 mil pessoas foram mortas e mais de 107 mil ficaram feridas como resultado da ofensiva israelense. A ação de Israel foi criticada por sua suposta desproporcionalidade e por impactar negativamente os civis palestinos.
A troca de acusações entre Israel e o Vaticano reflete a grave situação de tensão e violência na região de Gaza, que tem despertado a preocupação da comunidade internacional. As divergências entre as partes envolvidas demonstram a complexidade do conflito e a dificuldade em encontrar uma solução que promova a paz e a segurança para todos os envolvidos.
