Ministério da Saúde Introduz Novo Protocolo de Rastreamento do Câncer Colorretal com Teste Imunoquímico Fecal para Mais de 40 Milhões de Brasileiros.

Ministério da Saúde Introduz Novo Protocolo de Rastreamento do Câncer Colorretal no SUS

Em uma iniciativa significativa para a saúde pública, o Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira, 21, um novo protocolo destinado ao rastreamento do câncer colorretal dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, que envolve a implementação do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referencial, é voltada para cidadãos assintomáticos com idades entre 50 e 75 anos, englobando uma população superior a 40 milhões de brasileiros.

O FIT se destaca por sua capacidade de identificar a presença de sangue oculto nas fezes, um indicativo precoce que pode sugerir câncer de intestino, pólipos ou lesões que têm potencial para se tornarem cancerígenas. A adoção desse teste visa detectar anomalias antes que sintomas mais evidentes se manifestem, o que pode aumentar consideravelmente as chances de um diagnóstico precoce e, consequentemente, um tratamento mais eficaz.

Uma das vantagens desse novo exame é seu caráter menos invasivo e a simplicidade no processo de coleta. Diferentemente da colonoscopia, o FIT não exige nenhum preparo intestinal ou dietas rigorosas antes do teste, o que pode facilitar a adesão da população ao rastreamento. Caso o resultado do FIT seja positivo, o paciente será encaminhado para uma colonoscopia, que é um procedimento que permite a visualização direta do intestino para confirmar ou descartar a presença de lesões ou tumores.

O diagnóstico precoce é considerado crucial, pois favorece estratégias de tratamento que, se realizadas em tempo hábil, podem levar à cura. O câncer colorretal, em suas fases iniciais, tende a ser assintomático, o que ressalta a importância da triagem regular. Entre os sinais que devem acender um alerta no paciente, destacam-se a presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso inexplicada e anemia. Indivíduos que apresentem esses sintomas são orientados a procurar avaliação médica e realizar os exames pertinentes.

Os fatores de risco associados ao câncer colorretal são variados e incluem envelhecimento, obesidade, inatividade física, tabagismo, consumo elevado de álcool, dieta inadequada e histórico familiar da doença. Com a introdução do novo protocolo, o Ministério da Saúde espera ampliar o acesso à prevenção e, assim, reduzir a mortalidade relacionada ao câncer colorretal, uma das neoplasias mais curáveis, se diagnosticadas precocemente.

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