A decisão de adquirir o etanol, que é considerado um antídoto eficaz para a intoxicação por metanol, foi impulsionada pelos últimos registros de casos no país. Segundo informações do Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), já foram notificadas 59 suspeitas de intoxicação, das quais 11 foram confirmadas, todas em São Paulo. No entanto, a situação é grave, com uma morte já contabilizada como resultado direto da intoxicação, enquanto outras sete estão sob investigação em diferentes estados, incluindo São Paulo e Pernambuco.
Além da compra de etanol, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também está mobilizando esforços para a aquisição de Fomepizol, um outro antídoto que pode ser utilizado em casos semelhantes. O ministro Padilha ressaltou a importância de agir de forma rápida e eficaz para conter os efeitos dessa intoxicação, que já afetou diversas pessoas em diferentes localizações do Brasil.
Em uma coletiva de imprensa realizada na mesma data, o ministro pediu a colaboração da população, recomendando que evitem o consumo de bebidas destiladas, especialmente aquelas de origem duvidosa e que não apresentem informação clara sobre a produção. “Na condição de ministro e como médico, faço um apelo para que se evite a ingestão de produtos destilados, principalmente os incolores”, alertou Padilha.
A recomendação é tomada em um momento delicado, considerando que muitas lives e eventos, especialmente na cultura jovem, podem incentivar o consumo de álcool irresponsável. O governo, portanto, aposta na conscientização e na prevenção em saúde pública, ao mesmo tempo em que se prepara para lidar com as consequências dessa situação emergencial.
