Em sua declaração após a escolha, Maluhy enfatizou a importância de “ampliar a colaboração entre instituições, reguladores e todo o ecossistema financeiro”. Ele destacou que o Brasil, ao longo das últimas décadas, construiu um sistema financeiro robusto, com instituições respeitáveis e um arcabouço regulatório consistente. Para o novo presidente, preservar esses pilares é crucial para manter a confiança pública e garantir que o setor continue a desempenhar seu papel vital no desenvolvimento econômico e social do país.
Trabuco, ao deixar a presidência, também compartilhou reflexões sobre o estado da indústria financeira nacional. Para ele, é essencial que o setor se mantenha forte e seguro, garantindo à sociedade que a economia permanecerá em movimento. Ele ressaltou que, nos últimos anos, a Febraban tem promovido um diálogo construtivo e parcerias entre os bancos, além de outros atores do setor, que se expandiu e diversificou significativamente.
A transição na presidência da Febraban ocorre em um momento estratégico, logo após a confirmação da filiação do Nubank à entidade. A fintech, que está prestes a receber uma licença bancária no Brasil, entrou na Febraban com base em uma recomendação positiva do próprio Milton Maluhy. Essa movimentação evidencia não apenas a evolução do cenário bancário brasileiro, mas também a crescente relevância das fintechs no sistema financeiro, sublinhando a necessidade de integração entre os tradicionais e novos players do mercado. Com essa nova liderança, a Febraban se posiciona para enfrentar os desafios futuros e promover um ambiente financeiro mais colaborativo e inovador.
