Ângelo Denicoli, natural do Espírito Santo e ex-major do Exército, foi identificado como um dos principais articuladores da estratégia de descredibilização das eleições brasileiras. Durante o governo Jair Bolsonaro, ele ocupou uma posição de liderança no Ministério da Saúde e, de acordo com informações da Polícia Federal, trabalhou em colaboração com um ex-marqueteiro do presidente argentino Javier Milei. Denicoli foi condenado a mais de 17 anos de prisão por crimes que incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa armada.
Giancarlo Rodrigues, por sua vez, é um subtenente que foi destacado para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Alexandre Ramagem, também condenado por participar da mesma trama. Rodrigues se utilizou de ferramentas da Abin para disseminar informações falsas relacionadas ao sistema eleitoral do país. Em janeiro de 2024, a Polícia Federal encontrou com ele vários equipamentos eletrônicos e uma arma, reforçando as suspeitas sobre sua atuação. Ele também enfrenta acusações graves, semelhantes às de Denicoli, relativas à tentativa de desestabilizar o Estado democrático.
O tenente-coronel Guilherme Almeida, que liderava o 1º Batalhão de Operações Psicológicas do Exército em Goiânia, foi flagrado em uma gravação discutindo a possibilidade de transgredir a Constituição para implementar um golpe após as eleições de 2022. Almeida tinha um papel mais proativo na organização criminosa, colaborando ativamente na propagação de fake news e incitação de desconfiança nas instituições democráticas.
Essas prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes e executadas pelo Exército. Além destes três, outros quatro envolvidos no núcleo 4 permanecem em estado irregular, com dois já detidos e dois foragidos. Entre os fugitivos, destacam-se Reginaldo Abreu, um coronel do Exército, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, enquanto Ailton Gonçalves Moraes Barros e o policial federal Marcelo Araújo Bormevet estão sob custódia.
O desdobramento deste caso evidencia a seriedade das alegações em torno das tentativas de desestabilizar o sistema democrático brasileiro, destacando a importância do fortalecimento das instituições e da justiça no combate à desinformação e à corrupção.






