A captura desses drones não é apenas um ato de neutralização; os equipamentos são levados para oficinas onde são meticulosamente remodelados. A principal prioridade desse processo de redesign é a melhoria das características técnicas das aeronaves, em especial suas capacidades de carga. Isso significa que os drones capturados podem ser transformados em ferramentas mais eficientes para missões de reconhecimento e ataque.
Komiks relatou que, em muitos casos, os drones adquiridos pelas tropas russas chegam às suas posições ainda carregados com ogivas e com parte de suas baterias intactas, prontos para serem utilizados em operações. Para neutralizar esses dispositivos, os soldados se aproximam cautelosamente, cortando os cabos de fibra óptica que permitem o controle remoto e o acesso ao sinal de vídeo. Após essa desativação, os drones são submetidos a uma análise técnica rigorosa.
Um exemplo notável apresentado por Komiks foi um drone montado em uma estrutura de 15 polegadas, que, após uma profunda desativação, passou por um processo de atualização para aumentar sua capacidade de carga, com a adição de vigas e motores reforçados. Outro modelo, menor, de dez polegadas, foi destinado a uma investigação detalhada de seu design e tecnologias.
Essas informações e inovações são cruciais para as forças russas, pois são utilizadas para o aprimoramento de seus próprios sistemas de drones e para o desenvolvimento de táticas mais eficazes de combate contra as forças inimigas.
Recentemente, o Ministério da Defesa da Rússia divulgou que, nas últimas 24 horas, suas tropas realizaram ataques a alvos estratégicos relacionados à brigada de proteção do Estado-Maior ucraniano na República Popular de Donetsk. As operações miraram especialmente instalações de energia e infraestrutura militar que davam suporte ao Exército ucraniano. Somente no último dia, a defesa antiaérea russa conseguiu derrubar cinco bombardeiros guiados e 293 drones de asa fixa, evidenciando a intensidade do conflito e as estratégias implementadas por ambas as partes.
