Segundo o relatório da PF, quatro militares, sendo eles da ativa e da reserva do Exército, além de um policial federal, foram alvos de mandados de prisão e busca e apreensão. O grupo tinha um plano chamado de “Copa 2022”, que consistia em monitorar o itinerário do ministro em Brasília durante o mês de dezembro, com o intuito de sequestrá-lo e executá-lo em 15 de dezembro.
Para manter a identidade em sigilo, os envolvidos utilizavam técnicas de anonimização, tendo cada um um codinome que representava um país, como “Alemanha”, “Argentina”, “Brasil”, entre outros. Essa estratégia lembra muito a forma como os personagens de “La Casa de Papel” são identificados, como Tóquio, Rio, Denver, entre outros.
O plano original, denominado de “Punhal Verde e Amarelo”, envolvia não apenas o sequestro e execução de Moraes, mas também a intenção de evitar a posse da chapa vencedora nas eleições presidenciais daquele ano. Os envolvidos planejavam matar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice, Geraldo Alckmin, por envenenamento.
Nesta terça-feira, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em diferentes estados do país, como no Rio de Janeiro, em Goiás, Amazonas e no Distrito Federal. Entre os alvos da operação estão o general da reserva Mário Fernandes e o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, além de outros militares e um policial federal.
Toda essa trama está sendo revelada aos poucos pela PF, com detalhes de monitoramento e ações planejadas pelos envolvidos. A investigação ainda está em andamento e promete revelar mais informações sobre esse assustador plano que lembra uma trama de filme. A sociedade aguarda ansiosa por mais esclarecimentos sobre esse episódio que abalou as estruturas do país.







