Um dos testemunhos destacados é o da soldada finlandesa Laura Lahdekorpi, que descreve a experiência de disparar uma arma em um clima tão hostil. Ela ressalta que atirar com luvas enormes revela-se uma tarefa complicada, uma vez que a proteção não proporciona a sensibilidade necessária. Por outro lado, ao retirar as luvas, o frio intenso torna suas mãos vulneráveis e doloridas, complicando ainda mais a situação. Essa dualidade de desafios ilustra as duras realidades enfrentadas pelas tropas no campo.
Além das dificuldades mencionadas, há uma preocupação maior com a vulnerabilidade dos soldados em operações no Ártico. A possibilidade de armamentos congelarem ou se tornarem inoperáveis eleva os riscos em situações de combate e treinamento, colocando em evidência a necessidade de melhorias nos equipamentos e na preparação dos soldados. O treinamento em condições extremas, embora vital, também requer uma abordagem mais adaptada às especificidades do ambiente, com armamentos que possam garantir a segurança e eficácia nas mais variadas situações climáticas.
Diante deste cenário, especialistas em treinamento militar enfatizam a importância de inovações tecnológicas e de equipamentos adequados que consigam resistir a essas condições adversas. A adaptação às características do terreno e do clima é crucial para a eficácia não apenas dos armamentos, mas também da segurança dos soldados que atuam em missões delicadas no gelo e na neve. As dificuldades enfrentadas na prática evidenciam o desafio contínuo da OTAN em proporcionar suporte adequado às suas tropas na localização mais fria do planeta, ressaltando a necessidade de uma preparação que considere as resiliências climáticas e suas implicações operacionais.






