Militar ameaçador do STF recebe liberdade, mas é proibido de frequentar a Praça dos Três Poderes após surto psicótico e investigações em andamento.

Um ex-militar, identificado como Daniel Mourão, de 44 anos, se envolveu em um incidente alarmante na Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde ameaçou detonar uma bomba. Apesar de ter sido preso inicialmente, ele recebeu liberdade provisória sob condições restritivas, determinadas pela juíza Nádia Vieira de Mello Ladosky, da 5ª Vara Criminal. A decisão, proferida no último domingo, impõe a Mourão a proibição de frequentar o local em questão e de deixar Brasília sem autorização judicial.

O caso aconteceu no dia 30 de agosto, em vísperas de um julgamento significativo do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com relatos, Mourão exigiu ser recebido pelo ministro Alexandre de Moraes, afirmando que, caso não fosse atendido, iria “explodir tudo”, incluindo o próprio ministro. A situação gerou pânico, com o homem ameaçando a segurança das pessoas ao redor.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e deu início à Operação Petardo, característica em situações que envolvem ameaças de explosivos. Depois de avaliações, os policiais constataram que Mourão não estava portando nenhum tipo de dispositivo explosivo. Para garantir o tratamento e a investigação adequados, ele foi encaminhado ao Hospital Militar de Brasília, onde ainda se encontra, recebendo acompanhamento especializado. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele apresentava sinais de surto psicótico durante a abordagem.

As medidas cautelares impostas à liberdade provisória de Mourão incluem a proibição de mudar de endereço sem notificação à Justiça e restrições de deslocamento. Essa abordagem visa assegurar a segurança pública e o regular andamento do processo judicial que se segue.

Atualmente, o caso é alvo de investigação pela 5ª Delegacia de Polícia, e o ex-militar deve cumprir rigorosamente as condições impostas pela Justiça enquanto aguarda os desdobramentos legais. A ocorrência acendeu discussões sobre a saúde mental de indivíduos envolvidos em situações de tensão social e política, especialmente em momentos críticos como julgamentos de grande relevância.

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