O episódio foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia, localizada em Copacabana, mas foi transferido para a 14ª DP, que agora lidera as investigações. Mauro foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para um exame de corpo de delito. Em comunicado, a Polícia Civil informou que já tomou medidas necessárias para apurar os fatos relacionados ao caso.
Segundo o boletim de ocorrência, Mauro retornava para sua residência na Rua Ministro Viveiros de Castro, quando foi surpreendido por um homem de terno e duas mulheres, que pareciam ter um porte físico atlético. Durante a abordagem, o trio não hesitou em proferir ofensas de cunho político e religioso, utilizando expressões ameaçadoras como “A gente vai te matar agora” e “Seu petista de merda”. A violência física escalou rapidamente, com um dos agressores imobilizando Mauro em um golpe conhecido como “mata-leão”, enquanto outro o golpeava no rosto. As agressões, que duraram aproximadamente cinco minutos, só cessaram quando um transeunte, ao perceber a situação, interveio e gritou para que parassem.
A repercussão do ataque foi imediata, gerando indignação entre membros do PT e outros simpatizantes. O deputado federal Reimont, por exemplo, se manifestou nas redes sociais, rotulando o ato como “inaceitável” e um reflexo do “ódio cego” que permeia o debate político no Brasil. Ele reiterou a importância de garantir a liberdade de expressão e a segurança de todos, independentemente de suas convicções políticas.
Além disso, a Bancada do PT na Câmara dos Deputados emitiu uma nota de solidariedade, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de respeito à divergência política. Benedita da Silva, a deputada alvo da hostilidade por meio do adesivo, também se manifestou, expressando apoio a Mauro e condenando a violência motivada por diferenças políticas. A situação traz à tona a urgência de um diálogo sobre a tolerância e o respeito mútuo em um Brasil que, ano após ano, vê crescer a polarização política entre seus cidadãos.
