Em Nova York, uma das cenas mais marcantes foi a marcha de milhares de manifestantes que empunhavam faixas com slogans como “No Kings, No War, No ICE”, expressando seu descontentamento com a política de deportações e as intervenções militares no exterior, como as ações americanas na Venezuela. A estética das manifestações, repleta de arte e expressões culturais, reforçou a gravidade das queixas levantadas pelos participantes, que denunciam abusos de poder por parte do governo.
Na Costa Oeste, a baía de San Francisco se tornou um centro de protesto, onde centenas de pessoas formaram uma faixa humana na Ocean Beach, clamando “Foi um assassinato! Fora ICE!”. O ato foi uma resposta direta à morte de Renee Nicole Good, uma mulher de 37 anos, que foi baleada por agentes do ICE em Minneapolis durante uma operação. Esse acontecimento trágico serviu como catalisador e intensificou a mobilização popular, que se estendeu a cidades vizinhas como Oakland e Berkeley.
A onda de protestos em solo americano também coincide com debates acalorados sobre a política externa do governo Trump, particularmente no que diz respeito a possíveis intervenções no Irã. Este país, por sua vez, atravessa uma onda de protestos internos, motivados pelas dificuldades econômicas e pela desvalorização de sua moeda. Enquanto isso, o governo dos EUA se prepara para discutir medidas que podem incluir o uso de ciberarmas e novas sanções, numa busca por reações e estratégias para lidar com a situação crítica que se desenrola.
Este clima de insatisfação tanto em território americano quanto no cenário internacional revela uma interconexão entre as lutas sociais internas e as políticas externas do governo, criando um panorama tumultuado e instável que continua a exigir a atenção pública e a ação coletiva. As manifestações refletem um chamado urgente por mudança e por justiça, tanto no que diz respeito aos direitos dos imigrantes quanto na condução das políticas internacionais.
