O evento também teve seu toque verde e amarelo no pódio, com Gabriel Medina, um dos maiores nomes do surfe brasileiro, garantindo a terceira colocação, e Samuel Pupo, irmão de Miguel, fechando em quinto lugar. O norte-americano Griffin Colapinto, vice-campeão do ano anterior, completou o top 5 ao conquistar a quarta posição.
Miguel Pupo mostrou sua força em um formato competitivo intenso, enfrentando cinco baterias para alcançar a final. Nas rodadas iniciais, ele enfrentou e superou os australianos Joel Vaughan e George Pittar. Na fase das quartas de final, o adversário foi Barron Mamiya, do Havaí, que também compete em categorias separadas na WSL. Na semifinal, o desafio foi Griffin Colapinto, onde Pupo se destacou e garantiu sua vaga na decisão.
Durante a final, a disputa foi acirrada logo de início. Yago Dora começou forte, somando 13.90 pontos com as notas 6.17 e 7.73. Miguel Pupo respondeu com uma nota de 7.50 em sua primeira manobra e, após algumas tentativas, conseguiu uma impressionante nota de 8.10, totalizando 14.75 pontos e assumindo a liderança que o levou à vitória.
Na competição feminina, a havaiana Gabriela Bryan também deixou sua marca ao derrotar a australiana Molly Picklum na final. Enquanto isso, a brasileira Luana Silva, nascida no Havai, foi eliminada na segunda rodada, justamente por Bryan. A gaúcha Tatiana Weston-Webb, medalhista olímpica de prata em Paris 2024, optou por se afastar do circuito em 2026 para se dedicar à maternidade, retornando previsto para 2027.
O circuito mundial de surfe segue em seu curso na Austrália, com a próxima etapa marcada para Margaret River, a partir do dia 16. Ao todo, a temporada conta com 12 etapas programadas, incluindo uma aguardada competição no Brasil, que ocorrerá entre 19 e 27 de junho, em Saquarema, reforçando a força e a tradição do surfe brasileiro.
