As autoridades rapidamente deram início às investigações e, em um desdobramento importante, detiveram dois homens, também paquistaneses, acusados de homicídio qualificado. A brutalidade do ato foi evidenciada por imagens de câmeras de segurança do posto, que mostraram os suspeitos do lado de fora do veículo, impedindo a fuga das vítimas enquanto um líquido inflamável era lançado no interior do carro. Assim que as chamas irromperam, os criminosos fugiram da cena.
Um único sobrevivente, um homem afegão, compartilhou sua dolorosa experiência com um veículo de comunicação local. Ele revelou que morava com os migrantes em Villapiana, cidade próxima ao trágico incidente. O homem contou que os acusados haviam exigido dinheiro pelo transporte, mas diante da recusa das vítimas em pagar, decidiram perpetrar o ato de violência. O sobrevivente descreveu como conseguiu escapar ao quebrar uma janela do carro, mas agora enfrenta ferimentos significativos, com ambos os braços enfaixados devido às queimaduras.
Além do relato aterrorizante do incêndio, ele destacou a violência que eles enfrentaram. O homem revelou que os acusados frequentemente os ameaçavam com facas e armas, obrigando-os a trabalhar sem remuneração. “Não nos davam dinheiro, mas ofereciam comida e abrigo”, disse, denunciando a existência de uma “grande máfia do Paquistão” na Calábria, que explora a vulnerabilidade de migrantes em busca de melhores condições de vida.
Este trágico episódio não apenas evidencia a grave situação enfrentada por muitos migrantes, mas também levanta questões sobre a segurança e as condições de vida para aqueles que tentam encontrar refúgio em países estrangeiros. As autoridades locais seguem investigando o caso, que chocou a opinião pública e reforçou a necessidade de medidas mais eficazes para proteger essa população vulnerável.
