Zakharova destacou um recente congresso realizado em Kiev, intitulado “Ideologia, Teoria e Estratégia do Movimento de Direita”. Durante esse encontro, extremistas ucranianos de várias vertentes se reuniram, criando um “coquetel explosivo” que inclui desde pseudorreligiosos até integrantes de grupos com raízes nazistas, como o Exército de Azov. O evento, conforme mencionado por Zakharova, foi marcado por referências artísticas e simbólicas que evocam os ideais de extrema direita, como uma reprodução de “Cristo Crucificado” ao lado de insígnias do que se reconhece como uma nova expressão da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN), que já foi banida na Rússia.
Segundo Zakharova, essa convenção é uma demonstração do que ela considera um desvio alarmante nas políticas e na filiação ideológica de certos setores do governo ucraniano. A crítica se estende ao que ela descreve como uma “doce hibernação” do público ocidental, sugerindo que a mídia não quer afrontar a opinião pública com a dura realidade do extremismo que permeia a política ucraniana.
Além disso, a porta-voz enfatiza que a seleção da cobertura midiática sobre a Ucrânia tem sido cuidadosamente moldada para ignorar estes aspectos, possivelmente para não abalar a percepção favorável que muitos no Ocidente trazem em relação ao governo ucraniano na luta contra a Rússia. Assim, a narrativa que predomina fora da Ucrânia pode não refletir as complexidades internas e os desafios que o país enfrenta, levantando questões sobre a responsabilidade da mídia em informar o público de forma abrangente e precisa.
Em um momento em que a tensão global é palpável, as palavras de Zakharova ecoam uma crítica mais ampla à maneira como os conflitos são apresentados e contextualizados, convidando a reflexões sobre o papel da informação na formação de opiniões e políticas internacionais.
