Microempresas devem emitir Nota Fiscal Eletrônica unificada a partir de 2026, visando simplificar obrigações e integrar dados tributários no Brasil.

A partir de 1º de setembro de 2026, microempresas e empresas de pequeno porte que optam pelo Simples Nacional terão a obrigação de emitir a Nota Fiscal de Serviço Eletrônico (NFS-e) em um padrão nacional unificado. Essa nova medida foi anunciada em uma resolução divulgada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) no Diário Oficial da União, com o intuito de modernizar e padronizar a forma como esses negócios registram suas operações de serviços.

A alteração, que modifica a Resolução CGSN nº 140/2018, determina que a emissão das notas fiscais para serviços prestados deverá ocorrer exclusivamente por meio do Emissor Nacional da NFS-e. Isso representa uma mudança significativa no processo, abrangendo todas as transações de serviços que exigem a emissão de nota fiscal, incluindo aquelas em que as empresas estão em processo de análise ou disputas administrativas relacionadas ao regime tributário.

Vale destacar que essa obrigatoriedade não se aplica a operações que estão sujeitas exclusivamente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Isso garante que a distinção entre as atividades relacionadas a serviços e aquelas ligadas à circulação de mercadorias continue a ser respeitada.

O principal objetivo da Receita Federal com essa mudança é promover a uniformização da emissão da NFS-e em todo o Brasil, o que deve resultar na redução de disparidades entre os sistemas fiscais adotados nos diferentes municípios. Além disso, essa iniciativa visa aumentar a integração das informações tributárias entre as diferentes esferas do governo, permitindo que União, Estados e Municípios acessem os dados por meio do Painel Municipal da NFS-e ou em um ambiente compartilhado, sempre observando critérios de segurança da informação.

A expectativa é que essa centralização não apenas facilite o cumprimento das obrigações fiscais por parte das pequenas empresas, mas também fortaleça o controle tributário, contribuindo para uma melhor constituição de créditos fiscais em todo o país. Essa mudança representa um passo importante na modernização do sistema fiscal brasileiro, beneficiando não apenas os negócios, mas também o cumprimento das normas tributárias em um cenário cada vez mais integrado e digitalizado.

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