Michelle, que atua como presidente do PL Mulher, fez um balanço de suas atividades desde 2023, destacando a mobilização feminina que, segundo ela, tem sido crucial para o fortalecimento do projeto eleitoral de Flávio. Ela expressou satisfação ao notar que esse movimento está gerando frutos positivos, com apoio crescente do PL Mulher nas diversas localidades.
O vídeo ocorre em um momento tenso para o PL, que enfrenta divisões internas quanto à sua estratégia no Ceará. A ex-primeira-dama saiu em defesa da vereadora Priscila Costa, atual presidente do PL Mulher no estado, e do senador Eduardo Girão, que é o pré-candidato apoiado por setores bolsonaristas para o governo cearense. A posição de Michelle é clara: tanto ela quanto Jair Bolsonaro, seu falecido marido, viam Priscila como uma forte candidata ao Senado, e Girão como a melhor opção para a disputa governamental.
Michelle fez declarações fortes ao insinuar que alguns aliados estão tentando marginalizar Priscila em favor de uma aliança com Ciro Gomes, acusando-os de se aproveitar da prisão de Jair Bolsonaro para orquestrar tais manobras. Questionou também a lógica por trás da troca de candidaturas, indagando por que a vaga destinada a Priscila seria oferecida, e não a do pai de um deputado local que também é indicado para o Senado.
Além de criticar a estratégia dos adversários, Michelle não hesitou em rotular a possibilidade de não apoiar Priscila como uma traição a Jair Bolsonaro. Reafirmou a importância de honrar as decisões que foram previamente alinhadas entre ela e o ex-presidente, e o líder do partido.
Essas declarações reavivam uma disputa que vem se arrastando desde o ano passado, quando ela já havia se manifestado contra as alianças que estavam sendo negociadas com Ciro Gomes. O contexto atual, marcado por uma crescente tensão entre os membros da família Bolsonaro e as lideranças locais, sugere que a luta pelo controle e direção do PL, especialmente no Ceará, está longe de ser resolvida.
Num recente episódio, a posição de Michelle teve repercussão dentro de sua própria família, levando Flávio Bolsonaro a definir suas palavras como “autoritárias”. No entanto, observou-se uma mudança de postura, já que o PL optou por suspender as negociações com Ciro Gomes, refletindo o impacto das palavras de Michelle na estratégia do partido enquanto se aproxima o cenário eleitoral de 2026.
Em seu vídeo, Michelle defende um apoio claro a Girão, considerando-o como a única representação das pautas conservadoras na disputa cearense, o que coloca em evidência sua percepção de que, mesmo diante de estratégias divergentes dentro do partido, é imprescindível manter uma identidade e uma agenda alinhadas com os valores conservadores que caracterizam o bolsonarismo.
