Em uma declaração publicada, Temer enfatizou que a sátira política é uma parte intrínseca da tradição do carnaval brasileiro. Ele se posicionou como defensor da liberdade de expressão e da criatividade artística que permeia os desfiles carnavalescos. Para ele, as abordagens temáticas dos sambas são livres e não devem ser avaliadas sob o olhar da precisão histórica.
No entanto, embora reconheça e respeite o caráter festivo e expressivo do carnaval, Temer levantou preocupações acerca do que chamou de “ilusionismo na Esplanada”. Em seu pronunciamento, ele criticou práticas que, segundo ele, promovem a irresponsabilidade fiscal, como o aumento das taxas de juros e o crescimento do endividamento público. Segundo Temer, essa abordagem desacredita conquistas significativas de sua gestão, incluindo reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência social, as quais considera fundamentais para o desenvolvimento do país.
Em suas palavras, Temer lamentou a percepção de que o Brasil estaria retrocedendo, afirmando que “é triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”. Ele finalizou seu comunicado com uma referência à necessidade de um olhar crítico sobre a realidade brasileira, sugerindo que os problemas enfrentados pelo país não devem ser ignorados em nome da festa.
Dessa forma, a manifestação de Temer revela o duplo caráter do carnaval: enquanto espaço de crítica e descontração, também serve como um palco para debates políticos mais sérios que, mesmo em tom de brincadeira, refletem as tensões e desafios enfrentados pelo Brasil contemporâneo.







