Com uma potência várias vezes maior do que a heroína, o fentanil tem desencadeado uma epidemia de dependência nos EUA, resultando em cerca de 100 mil mortes por overdose anualmente e se tornando a principal causa de óbito entre pessoas com idades entre 18 e 49 anos, de acordo com autoridades americanas. Apesar do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, minimizar a produção de fentanil em seu país, o governo mexicano afirma estar comprometido em combater esse flagelo.
Durante a reunião entre Bárcena e Blinken, foi ressaltado o progresso realizado no México para evitar que o fentanil chegue aos EUA, graças a uma aliança global criada por Washington para combater essa substância. Além disso, ambos os países comemoraram a redução significativa no número de travessias ilegais de migrantes na fronteira entre os dois países nas últimas semanas.
Segundo dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA, o número de interceptações de migrantes ilegais na fronteira caiu mais de 50%, com a média diária de patrulha fronteiriça diminuindo para menos de 1.900. Essa redução foi atribuída às medidas tomadas pelo presidente Joe Biden para restringir a entrada de migrantes pela fronteira com o México, estabelecendo limites para o fluxo irregular.
Blinken e Bárcena reiteraram o compromisso mútuo de trabalhar juntos para garantir uma migração ordenada e segura, destacando a importância de fortalecer a relação bilateral entre os dois países. Com uma relação comercial estimada em mais de 800 bilhões de dólares, tanto os EUA quanto o México buscam garantir que a região seja estável e próspera, evitando que o fentanil e outras ameaças transnacionais comprometam a segurança e o bem-estar das populações dos dois países.






